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Os 4 Pontos Essenciais do Aquarismo

Quem é iniciante no aquarismo ou quer começar nesse hobby sempre começa cheio de dúvidas, são tantas opções de peixes, aquários e equipamentos que deixa qualquer um meio perdido. No meio de tanta informação divergente encontrada na internet, a Aquários Sobrinho vem para dar uma luz aos novatos e ajudar a terem sucesso nesse maravilhoso hobby. Veja com a gente esse nosso texto onde vamos mostrar os 4 pontos essenciais do aquarismo e tire muitas dúvidas.

Os 4 pontos essências do aquarismo são: fauna do aquário, tamanho correto do aquário, ração de boa qualidade, filtragem adequada. Todos os 4 pontos se influenciam simultaneamente e constantemente, o que não dá para olhar nenhum separado dos outros. Qualquer variação em um, afeta todos os outros.


Se você acrescenta algum peixe no aquário (altera a fauna), você aumenta a quantidade de ração que vai usar, aumenta a carga de orgânica e de nutrientes do sistema de filtragem e fica limitado pelo tamanho do aquário. Qualquer alteração em qualquer um desses fatores, vai influenciar todo o equilíbrio do sistema. Um aquário bem montado é aquele que atende e mantém esses 4 fatores em equilíbrio.


Primeiro ponto: A Fauna do Aquário

O principal fator cujo todos os outros são dependentes é a fauna do aquário. É ela que vai definir o tamanho necessário do aquário, a capacidade do sistema de filtragem e a quantidade e tipo de alimentação.


Se o aquarista conseguir definir a fauna final que ele quer no aquário, fica muito mais fácil definir o tamanho do aquário, o sistema de filtragem e a alimentação a ser usada evitando diversos problemas futuros de superpopulação ou insuficiência da filtragem, mas é muito difícil que isso com um aquarista iniciante que desconhece todas as possibilidades de fauna disponível.


O mais importante nesse ponto é estudar os hábitos e necessidade de água de cada espécie que ele quer colocar no aquário. Existem peixes de várias personalidades a se ficar atento e evitar problemas, então veja abaixo alguns hábitos de algumas espécies a se considerar antes de colocar aquário:


- Peixes agressivos com todo mundo: Acho que o melhor peixe que se enquadra nesse quadro é o flowerhorn macho, tanto que a maioria de aquário de flowerhorn só tem ele e mais ninguém. São peixes muito bonitos, mas muito agressivos.

Flowerhorn, do que tem de bonito, tem de territorialista

-Peixes pacíficos quando filhotes, mas que ficam agressivos quando se tornam adultos e definem território: Os ciclídeos no geral são desse tipo e os oscars são exemplos clássicos desse tipo de peixe já que ao atingirem a maioridade sexual tendem a se tornarem territorialistas para formarem seus ninhos. Reza a lenda de casos na Amazônia de oscar batendo e afugentando jacarés maiores que eles de seus ninhos.

Esse casal de oscars vai atacar qualquer peixe que tentar chegar perto dos ovos

-Peixes carnívoros e que não são agressivos: Só porque o peixe é carnívoro não quer dizer que ele seja agressivo com outros peixes que não caibam na sua boca (que isso fique bem claro, que não caiba na boca rsrs). Os bagres no geral como os pintados e pirararas e os pangasius normalmente não são agressivos com outras espécies, mas vão comer o que couber em sua boca (ou que ele ache que caiba).

Também não disse que precisava caber na boca de uma vez...


- Peixes agressivos quando sozinho, mas tranquilos quando em cardume: Alguns peixes podem ficar estressados e desenvolver hábitos agressivos quando sozinho ou em cardumes pequenos. É muito importante respeitar essa característica dos peixes naturalmente de cardume. O exemplo clássico desse tipo de peixe são os barbos sumatras, peixes que quando sozinhos ou em cardumes pequenos costumam ser agressivos com outros peixes, mas em cardumes grandes não são tão agressivos assim.

O barbo sumatra, mesmo pequeno é bastante bravo algumas vezes, mas em cardume ficam mais calmos

-Peixes de cardume: Alguns peixes como algumas coridoras, tetras cardinais e rásboras são peixes de cardume e estressam quando estão sozinhas ou com poucos companheiros.

As corydoras pandas são peixes de cardume e estressam quando solitárias

-Peixes em época de reprodução: É uma satisfação muito grande quando os peixes se reproduzem no aquário, é muito bonito a mágica da vida acontecendo, mas muitos peixes se tornam bravos e podem matar outros peixes para defender seu território. O exemplo clássico desse caso são as acarás-bandeira, que defendem seus ovos de qualquer um que chegue perto e muitas vezes batendo até matar. Se você pretende ter esse tipo de peixe, tem que prestar atenção nesse fato.


Além do que já foi dito, os peixes possuem também necessidades específicas quanto aos parâmetros da água como temperatura, dureza, pH e outros fatores. Mantenha somente peixes compatíveis com a mesma qualidade de água. No fim do texto segue o link dos nossos textos sobre os parâmetros dos aquários


Quando você não respeita a qualidade da água cujo o peixe é adaptado, você coloca ele em constante estado de estresse e gasto de energia, o que é uma tortura constante que ocasiona morte rápida ou que pode durar vários meses. Kinguios não são peixes de água ácida e/ou mole como os discos e as bandeiras e são incompatíveis entre si, mas é uma mistura bastante comum nos aquários. Outro exemplo clássico é misturar ciclídeo americano com ciclídeo africano, peixes incompatíveis entre si por muitos fatores.


Veja mais sobre o estresse e sobre o choque osmótico nos nossos textos abaixo:

Choque Osmótico

Estresse dos peixes


Para resumir esse tópico fica os seguintes pontos:


  • Tentar definir a fauna antes de montar o aquário sempre que possível;

  • Entender e respeitar as necessidades de água de todos os peixes e que nem todos os peixes são compatíveis entre si;

  • Estude sempre sobre os hábitos e necessidades de todos os seus peixes e daqueles que quer colocar no aquário para ver se a mistura é adequada.


Segundo Ponto: O Tamanho do Aquário


Não há limite máximo de um aquário, mas as espécies de peixes precisam de um tamanho mínimo para poder nadarem, se sentirem confortáveis e viverem plenamente até o fim natural de sua vida. Viver num espaço confinado não é nada agradável, pense em você morando apenas no seu quarto com mais meia dúzia de estranhos? Pense que na hora que você vai pegar seu prato de comida, outro mais apressado vem e paga na sua frente? Não seria nada agradável, né? Mas se todos tivessem seus quartos poderia viver tranquilamente por muitos anos.


A ideia do tamanho do aquário é basicamente essa dita acima, de todos poderem viver confortáveis entre si. Também não se pode esquecer que o tamanho do aquário deve incluir outros fatores necessários, como tocas e plantas para algumas espécies.

Mesmo o betta sendo um peixe pequeno, esse tipo de aquário é muito ruim para ele.

Não existe uma matemática para o tamanho mínimo de cada aquário, varia da composição dos peixes e da “personalidade” dos peixes do aquário. Veja abaixo algumas dicas de peixes de aquários e algumas orientações de volume que adquirimos com nosso tempo de experiência e seus erros e acertos:


Aquário de kinguios: A média para boa convivência é de cerca de 40 litros a 50 litros para cada exemplar sendo um mínimo de 100 litros, esse volume de água vai garantir uma boa diluição das fezes e evitar o acúmulo de matéria orgânica, amônia e nitrito na água. Como os kinguios não possuem estômago, a sua digestão não é tão boa, o que faz com que eles se alimentem mais para adquirir os nutrientes necessário. Mais alimentação quer dizer mais trabalho para o sistema de filtragem, então o volume de água maior ajuda a diluir os contaminantes.


Aquário comunitário de peixes pequenos: nesse caso de aquário comunitário, vamos dar foco aos aquários de tetras, poecilias, bettas fêmea e outras espécies que não ultrapassam 10 cm de comprimento. Esses aquários podem ter de 20 litros até o limite de espaço possível. São peixes que no geral conseguem ficar em populações de até 1 peixe por litro se a filtragem for adequada.


Aquário de ciclídeo grandes: Vamos considerar aqui como peixes grandes os peixes que quando adulto ultrapassam 20 cm de comprimento. Esse tipo de aquário é indicado ao menos 200 litros para até 3 peixes desse porte e mais cerca de 50 a 60 litros para cada exemplar. Dependendo das espécies envolvidas é possível superpovoar o aquário, mas isso pode causar estresse constante, brigas e até mortes. Um aquário superpovoado precisa ser muito bem planejado e é preciso grande experiência para evitar as perdas. Um aquário que fica morrendo peixe regularmente não é um aquário corretamente montado, é um coliseu de peixes para saciar o sadismo do aquarista.


Aquário de ciclídeos africanos: Aquário bastante comum e bonito que também tem seu tamanho baseado nas diferentes espécies que vão habitá-lo. O aquário de ciclídeo africanos deve ter ao menos 100 litros para ter espaço para as diversas tocas ou conchas (se forem conchículas), então isso ocupa um bom espaço da água. Esse tipo de aquário deve ter bastante tocas pois os peixes precisam delas para se esconder, faz parte do seu comportamento.


Bom, não adianta a gente ficar dando muito exemplo aqui, acaba que o gosto e disponibilidade do aquarista limita e muda muita coisa. Nós acreditamos que os aquaristas tenham o bom senso de terem os aquários que podem manter com plenitude e não o que eles querem ter.


Quanto maior o aquário, maior a estabilidade química e térmica dele. Isso quer dizer que as variações de contaminantes e temperatura vão ser menores que de um aquário menor. Esse é o motivo pelo qual os aquários maiores são mais estáveis e mais fáceis de manter que os menores.


Terceiro Ponto: Alimentação de boa qualidade

Normalmente tudo que vem do aquário que se transforma em amônia e nitrito vem da proteína da alimentação. Então, a alimentação é um ponto crucial da boa qualidade da água e da saúde dos peixes.


Uma alimentação de boa qualidade é feita para que tenha aproveitamento máximo dos nutrientes e que as fezes sejam na quantidade mínima para o bom funcionamento do intestino dos peixes. Nisso as rações importadas de boa marca ganham de 10 a zero em qualquer nacional.

Fezes desse tamanho não são normais e geralmente são causadas por algum parasita ou por uma alimentação ruim. Fezes assim comprometem a qualidade da água.

No caso de carnívoros que usam alimento vivo ou pedaços de carne é preciso uma atenção especial porque os fluidos se misturam na água.


Outro ponto importante na alimentação de peixes é que deve ser usada na quantidade correta. Os peixes são animais de sangue frio, logo não usam energia para aquecer o próprio organismo e isso é uma economia de energia muito grande. Por isso um peixe com bem menos que um passarinho de mesmo tamanho. A maioria dos aquaristas superalimenta os seus peixes e isso acarreta em uma água de baixa qualidade devido ao excesso de nutrientes.


Veja mais aqui no nosso texto sobre a importância da boa alimentação


Uma alimentação de má qualidade, principalmente com o uso de ração ruim ou de piscicultura, causa o aumento de carboidratos na água. Os carboidratos por si só não são nocivos aos animais, porém prejudica a filtragem e favorece o crescimento de micro-organismos como cianobactérias e até mesmo microrganismos causadores de doenças.


Veja aqui no nosso texto sobre os fatores limitantes da filtragem e veja como os carboidratos prejudicam a nitrificação


A alimentação de boa qualidade também está diretamente relacionada com a saúde dos peixes. Quando a nutrição dos peixes está prejudicada, eles adoecem com muito mais facilidade. Um peixe alimentado corretamente dificilmente ficará doente. Por isso gastar com uma ração de boa marca é sempre um bom negócio.


Quarto Ponto: Filtragem


O sistema de filtragem é a parte mais importante do aquário, é ela que vai garantir a boa qualidade da água e assim as boas condições dos peixes. É muito difícil dimensionar o sistema de filtragem corretamente, são muitos fatores envolvidos como pH, dureza de carbonatos e temperatura além das diversas opções do mercado.


O mais importante a se preocupar na filtragem é a remoção de amônia e nitrito, os compostos mais tóxicos aos peixes no aquário. O processo mais comum utilizado para a remoção de amônia e nitrito é a filtragem biológica e para tal se utilizam mídias para a colonização de bactérias que vão transformar a amônia em nitrito e o nitrito em nitrato que é bem menos tóxico.

Veja mais em https://www.aquaa3.com.br/2016/04/o-que-e-amonia-no-aquario.html

A filtragem biológica dos aquários é feita pelas bactérias nitrificantes, um grupo de bactérias que usam oxigênio, amônia e/ou nitrito e carbonatos para a produção de energia.


Para saber mais sobre essas bactérias veja aqui no nosso texto sobre as bactérias nitrificantes


O cálculo da filtragem biológica se dá basicamente por duas variáveis: as mídias para colonização das bactérias e pela vazão do filtro.


Existe uma diversidade de mídias disponíveis para aquários no mercado para a mesma função. Existem mídias de plástico, de vidro sinterizado, de cerâmica, areia e até mesmo de matéria orgânica, os famosos biopellets. Cada mídia tem uma forma de ser usada para seu melhor aproveitamento.


Veja aqui no nosso texto sobre os tipos de mídias


Atualmente a maioria dos aquaristas (para não dizer todos) utilizam uma base de comparação através da experiência do quanto de mídia que utilizam. Eles usam aquários parecidos como base de comparação e fazem igual.


Alguns fabricantes apontam a indicação das suas mídias para um dado volume de aquário, mas isso é muito abstrato devido a cada aquário ser diferente do outro, 200 litros de aquário podem ser muito diferentes em tudo relacionado à filtragem. 200 litros de um aquário de discos de água ácida é muito diferente de 200 litros de poecilias e tetras de água neutra, muito diferente mesmo.


É possível calcular a quantidade de mídia para fixação biológica do aquário, mas é um tanto complicado para quem não tem costume, mas é um processo bem simples que será explicado abaixo. É muito importante dizer que cada sistema de filtragem tem um rendimento diferente do outro. Para dar um exemplo, um filtro de areia fluidizada com 10 metros quadrados de superfície específica tem um rendimento muito melhor na remoção dos contaminantes que 10 metros quadrados de uma outra mídia num sump.


1º Pese a quantidade de ração que você dá diariamente aos peixes.

2º Pegue o peso da ração e divida por 2, isso será a quantidade de proteína com uma boa margem de erro. A proteína é a única responsável pela amônia do aquário.

3° agora multiplique por 10 e você encontrará a quantidade de metros quadrados necessários para o seu aquário.


Vamos explicar de onde surgiu essa conta acima:


As bactérias nitrificantes possuem uma capacidade de remoção de nutrientes que é medida pela sua colonização por metro quadrado de mídia. A média varia de 0,1 a 0,5 gramas de amônia por metro quadrado por dia, mas pode chegar a muito mais que isso dependendo do sistema de filtragem. Existem testes científicos que mostram filtros de aquário e lagos removendo até quase 2 gramas de amônia por metro quadrado, muita coisa, mas são filtros muito bem montados com parâmetros muito bem controlados, no cotidiano dos aquaristas a filtragem vai ficar na média de 0,2 gramas de amônia por metro quadrado com um sistema de filtragem bem montado, o que já é muita coisa. Na conta usamos 0,1 metros quadrados para dar uma margem de segurança ainda.


Se ficou confuso vamos dar um exemplo detalhado para ficar mais claro essa conta:

Vamos supor um aquário de kinguios com 500 litros com 15 peixes e que todo dia sejam dados 4 gramas de ração. 4 gramas de ração é muita coisa, muita mesmo. Pelas nossas contas, vamos dividir essas 4 gramas de ração por dois e vamos encontrar 2 gramas de proteínas. Essas duas gramas é um valor superdimensionado já que dificilmente uma ração terá 50% de proteína e também porque parte dessa proteína é absorvida pelos peixes.


Agora que encontramos nossa quantidade de proteínas, vamos multiplicar esse valor por 10(é a mesma coisa que dividir por 0,1 , a taxa de remoção de amônia), logo temos 20, ou seja, nosso sistema de filtragem vai precisar de ao menos 20 metros quadrados de superfície para colonização de bactérias. 


Sobrinho, mas como eu vou colocar 20 metros quadrados dentro do filtro? Isso é muita coisa!


Olha, fique tranquilo que 20 metros quadrados não é tanta coisa assim quando estamos falando de mídias para colonização de bactérias.


As mídias usadas para essa finalidade possuem uma característica chamada superfície específica que é a quantidade de metros quadrados que ela possui dado um volume específico.  A maioria das mídias vem com a informação de metros quadrados (m²) por litro (l), m²/l, ou metros quadrados por metro cúbico(m³), m²/m³, assim fica fácil saber quanto tem cada mídia. Existem no mercado as mídias porosas com superfície específica altíssima chegando a faixas de mais de 1000 m² por litro, mas nunca conseguimos ver real rendimento para essas mídias, é mais propaganda do que resultados.


Se você ficou interessado pelo assunto superfície específica, veja aqui no nosso texto que detalhamos isso com base em testes nossos e trabalhos científicos do mundo todo.


A amônia e nitrito também podem ser removidas por outros processos além da filtragem biológica, existem mídias específicas que removem esses compostos da água como a purigen e a zeolita. Esse sistema requer bastante atenção e não é recomendado para aquaristas iniciantes e também acaba saindo um tanto caro.


Além da remoção da amônia e nitrito, a filtragem dos aquários ainda possui dois outros processos importantes: a filtragem física e a filtragem química.


A filtragem física é o processo que remove as partículas de sujeira, resto de ração, fezes e tudo mais de material que puder ser segurado. É um processo simples e bastante útil pois alivia o processo de filtragem como um todo, remove a matéria orgânica antes dela ser decomposta.


Veja aqui nosso texto detalhado sobre o processo da filtragem física para mais detalhes


A filtragem química é o processo pela qual compostos orgânicos e inorgânicos são removidos ou decompostos no aquário por reações químicas diversas. Comumente o carvão ativado é usado como mídia de filtragem física, mas ele adsorve os compostos, ou seja, prende nele. Isso é um processo físico e não químico.


Os processos de filtragem química de fato são raros no aquarismo, mas são feitas pelos ozonizadores, pelo Oximax da Aquários Sobrinho,  pelo twinstar e por dosar água oxigenada e outros compostos oxidantes na água.


Ficou curioso sobre o Oximax? Veja aqui nosso texto sobre ele.

Veja no nosso texto abaixo muitos detalhes sobre a filtragem química


Agora vamos ao fator mais importante do sistema de filtragem: a vazão do sistema. Quanto maior o fluxo de água no filtro, melhor o resultado da filtragem por inúmeros motivos. É o fluxo de água que irá levar os nutrientes para as bactérias. Não adianta ter centenas de metros de superfície específica se não houver um fluxo suficiente para levar oxigênio e outros nutrientes para ela. Quanto maior o fluxo do sistema, melhor. Nunca economize nesse ponto do aquário.


A vazão indicada para os aquários é na faixa de 4 a 15 vezes o volume de água bruto por hora, sendo que quanto maior o fluxo de água, melhor a filtragem. Assim, um aquário de 500 litros deve ter no mínimo 2000 litros por hora, sendo que o ideal ao menos 4000l/h.


Segue abaixo links de textos explicativos de alguns tipos de filtros com suas características, vantagens e desvantagens. Cabe ao aquarista escolher o que melhor vai lhe atender em relação à necessidade do aquário, gosto pessoal e possibilidade financeira.


Filtro Pressurizado Sump Filtro de areia fluidizada Filtro dry wet


Deixe o maior espaço possível para filtragem, um filtro grande diminui o risco de se ter problemas com qualidade da água do aquário. Também não se esqueça que todo sistema de filtragem requer manutenção periódica que varia de caso a caso.


Um ponto muito polêmico sobre o início do processo de filtragem é a ciclagem do aquário e vai ser brevemente resumido aqui pois já escrevemos um texto sobre isso. 


A ciclagem de um aquário é o processo pelo qual o aquário começa a funcionar e se equilibrar além de desenvolver a micro-biologia dos filtros. Dependendo do caso é possível colocar alguns poucos peixes logo nos primeiros dias de montagem, isso irá ajudar a microbiologia a se desenvolver corretamente. Sobre colocar ou não peixes nos primeiros dias, peça orientação de aquaristas mais experientes.


Veja mais sobre ciclagem aqui no nosso texto


Dica para os iniciantes: Comece pelo simples e sempre faça testes


Se tentar fazer um plantado com vários tipos de plantas exóticas ou um aquário de discos selvagens, o risco de um iniciante perder parte do investimento é muito grande, então, por segurança e para evitar maltratar os animais, comece pelo simples.


É muito importante frisar que você pode acrescentar tudo que quiser no seu aquário ao longo do tempo, você não precisa começar com toda a fauna e flora de uma única vez. Se você quer ter um aquário plantado de discos, mas não tem nenhuma noção de como cuidar das plantas e dos peixes, pode começar com plantas mais simples e com tetras mato grosso (peixes resistentes e compatíveis com os discos) no seu aquário. Devagar, de acordo com seu ganho de experiência, você vai plantando outras plantas mais exigentes e acrescentando os outros peixes. Assim, em alguns meses, você terá o aquário que sempre quis sem muitos problemas pois já estará entendendo o que é pH, reserva alcalina, amônia, nitrito e mais alguns pontos importantes para se ter sucesso.

Essa foto mostra a evolução em um ano de montagem do aquário, tudo montado lento e gradualmente para dar certo. A evolução da primeira para a última foto demorou 1 ano de eros e acertos. veja mais dele http://ch0rizz0aquariophilie.e-monsite.com/pages/content/evolution-en-photos-du-525-litres-mai-2008-2010.html

Um bom ponto de partida é começar com poucos peixes exigentes e plantas ou corais mais robustos. Começando com uma menor quantidade de peixes, o aquaristas tende a ter menos problemas de amônia e nitrito, além de ter tempo de ase acostumar com os testes dos aquários.


Fazer os testes é muito importante por ser o principal meio de se medir a qualidade da água. O iniciante pode fazer testes regulares a cada 3 ou 4 dias para ver a evolução do aquário e a medida que os testes forem estabilizando (dando os mesmos resultados) pode ir espaçando mais o intervalo. Assim, vai chegar um momento em que poderá fazer testes quinzenalmente só para ver se está tudo nos conformes.


Veja aqui sobre o teste de amônia

Veja aqui sobre o teste de nitrito

Veja aqui sobre o teste de nitrato

Veja aqui sobre o teste de pH

Veja aqui sobre o teste de dureza geral

Veja aqui sobre o teste de dureza de carbonatos

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