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A influência dos corais na microbiologia da água

Atualizado: 19 de Jan de 2019

Acreditamos que a maioria dos aquaristas já ouviu falar da importância da microbiologia nos aquários, seja na parte da filtragem, na parte de doenças ou mesmo na parte estética como as cianobactérias ou diatomáceas, mas ainda pouco se sabe da relação dos micro-organismos e os corais.

Veja nosso texto sobre a microbiologia dos aquários aqui!


Pesquisadores da Woods Hole Oceanographic Intitution (WHOI), Bermuda Institute of Ocean Science (BIOS) e da Universidade da California, Santa Barbara (UCSB) descobriram que não só a microbiologia influencia na água como os corais influenciam na microbiologia da água.


Um teste [1] foi feito usando três aquários com apenas a água do mar, outros três aquários com água do mar e muco de coral Porites astreoides e mais três aquários com corais Porites astreoides que foram retirados e reintroduzidos nos aquários.

Porites Astreoides

Sabe-se que os corais produzem muco para sua própria proteção e nesse muco há uma considerável diversidade de micro-organismos que desempenham uma associação de benefício mútuo onde as bactérias se alimentam de substâncias orgânicas produzidas pelo coral e o protegem de outros micro-organismos e até da radiação UV [2], mas foi descoberto que o coral Porites astreoides acelera o crescimento de certas bactérias das quais ele se alimenta.


Nos aquários testes que havia apenas muco de coral notou-se uma mínima diferença em relação aos aquários só com água do mar, porém, nos aquários que tinham corais, houve um impacto grande na microbiologia da água seja quando os corais foram retirados ou recolocados.


Quando os corais foram retirados do aquário houve um aumento das bactérias Rhodobacteraceae, Synechococcus e SAR1, pois os corais se alimentam dessas bactérias. Quando os corais foram recolocados, houve diminuição considerável dessas bactérias citadas na água. O mais interessante de tudo é que a taxa de crescimento dessas bactérias na água que tinha corais foi extremamente rápida, umas das maiores já documentadas. Os pesquisadores acreditam que há alguma substância que o coral produz que acelera a multiplicação das bactérias das quais ele se alimenta, não apenas relacionado ao muco que ele produz.


Esses dados trazem implicações importantes sobre o ciclo do nitrogênio das águas marinhas e dos aquários, já que os micro-organismos consomem compostos nitrogenados (como amônia e nitrato) da água e que esses micro-organismos acabam servindo de fontes de nutrientes para os próprios corais.


Veja a publicação da WHOI sobre essa pesquisa: http://www.whoi.edu/news-release/picoplankton

Veja o artigo científico desse trabalho aqui: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/lno.10389/full

[1] McNally, S. P., Parsons, R. J., Santoro, A. E. and Apprill, A. (2016), Multifaceted impacts of the stony coral Porites astreoides on picoplankton abundance and community composition. Limnol. Oceanogr.. doi:10.1002/lno.10389

[2] Ravindran, J., et al. "UV-absorbing bacteria in coral mucus and their response to simulated temperature elevations." Coral reefs 32.4 (2013): 1043-1050.

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