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Aragonita e Dolomita em Aquários

A aragonita e a dolomita são ambos minerais calcários amplamente utilizados no aquarismo como substrato alcalinizantes em aquários marinhos, aquários de água salobra e aquários de ciclídeo africanos devido a sua capacidade de subir o pH da água. Ambos substratos, mesmo que bastante parecidos em relação às características, possuem diferenças muito importantes que serão abordadas nesse texto.

Aparência


A aparência natural da aragonita mineral é variável de uma série de fatores físicos e químicos da sua formação, podendo apresentar várias formas e cores como mostrada abaixo.

A aparência da aragonita processada e usada nos aquários varia de acordo com a granulometria e origem, podendo se parecer com lascas de conchas finas ou grossas ou na forma de areia.

A aragonita é quase que sempre branca ou se tornará branca ou acinzentada em breve. A aragonita de composição inteiramente rosa é bem rara. O que causa o tom rosa da aragonita comprada para aquários geralmente são as algas pink aderidas e também a pigmentação natural de algumas conchas. As cores da aragonita não duram muito tempo nos aquários devido as reações químicas e biológicas diversas que acontecem em sua superfície tendendo a deixá-las acinzentadas. 


 A dolomita possui um tom branco acinzentado e é principalmente encontrada na forma de seixos rolados e cascalhos brutos ou rolados com diferentes granulometrias.


Composição Química


A aragonita e a dolomita possuem composição química muito semelhante, sendo ambas compostas de carbonatos. A aragonita é composta de carbonato de cálcio (CaCO3) enquanto a dolomita é composta por uma molécula de carbonato de cálcio e outra de carbonato de magnésio (CaCO3.MgCO3).


Origem


A aragonita pode ter origem mineral ou biológica, o que causa muita confusão entre os aquaristas. Não se assustem se achar algum vendedor vendendo aragonita mineral, ele não está engado ou engando os outros.


A aragonita mineral pode ter outros compostos associados a ela como ferro, manganês e estrôncio, substâncias que podem garantir até fluorescência da aragonita!


No geral, é bem difícil encontrar aragonita pura, mesmo as originárias de corais e conchas possuem outras coisas agregadas como outras formas de carbonatos, elementos traços (isso é muito bom) e, infelizmente, nitrato, fosfato e silicato. Por isso, assim como todo substrato utilizado em aquário, deve vir de uma boa e confiável fonte.


A imagem abaixo mostra uma mina de extração de aragonita nas Bahamas, talvez o maior extrator de aragonita do mundo. A aragonita das Bahamas são compostas pela precipitação do carbonato de cálcio do mar, pedaços de corais, algas calcárias e diversos outras fontes orgânicas que por questões geográficas foram acumulando em grandes jazidas. É uma mistura de aragonita de origem mineral e de origem biológica. Provavelmente essa é a fonte da maioria da aragonita vendida para aquários do mundo.

fontes: https://www.usmineraltransportandtrading.com/aragonite/ http://www.aragonitesand.com/#top

É muito comum a preferência pelas aragonita importadas de diversas marcas, mas essas são idênticas às nacionais em composição e benefícios. Muitas vezes, devido ao processo industrial, a aragonita importada vem fosfato e silicato como já presenciamos. Tudo depende da origem do material. Não é porque é importado que é necessariamente melhor. A composição química é a mesma, só o preço que é bem mais salgado.


A dolomita possui apenas origem mineral e é extraída de minas e processada para que seja usada na indústria ou em paisagismo.

Mina de dolomita na Ásia

Solubilidade e alterações no pH, dureza e reserva alcalina


A principal vantagem (e desvantagem em alguns casos) do uso desses dois substratos são os seus efeitos em aumentar o pH, reserva alcalina e a dureza da água quando eles solubilizam.


Quando a aragonita e a dolomita se solubilizam eles liberam na água carbonato, cálcio e magnésio (somente a dolomita libera magnésio) e é isso que faz com que os parâmetros da água mudem.


Há um pequeno porém no uso da dolomita que ela libera dois carbonatos, um cálcio e um magnésio na água, o que pode ser bom para aquário marinho, mas é muito ruim para os aquários de água doce pois eleva demais a dureza da água podendo se tornar prejudicial para uma grande quantidade de peixes, principalmente os amazônicos.


A solubilidade da aragonita e dolomita são bem parecidos em condições ambientais idênticas, logo a dolomita aumenta muito mais a dureza geral e dureza de carbonatos em relação à aragonita. 


O excesso de dureza pode causar aquelas manchas brancas no vidro e nos enfeites do aquário devido a precipitação dos carbonatos, cálcio e magnésio.


Fertilidade


Além do cálcio e do magnésio, tanto a aragonita quanto a dolomita não possuem nada oferecer. Devido às características de ambos os substratos subirem o pH, não são recomendados nem como parte do substrato fértil.


Granulometria


Existem diversas granulometrias tanto para a aragonita quanto para a dolomita, sendo que a dolomita pode ser encontrada na forma de seixos roladas grandes com mais de 10cm cada um.


É uma característica que pode apresentar problemas se não for antecipado o planejamento. Pode ocorrer suspensão do substrato no aquário pelas bombas de circulação se for muito fina, pode haver acúmulo de detritos se for muito grosso, dificuldade para sifonar, endurecimento e compactação se não for uniforme (grosso misturado com fino).


Algumas espécies de peixes, como alguns gobys, retiram alimento dos grãos de areia, então é importante considerar a granulometria adequada à fauna que se quer ter.

Não se deve usar um substrato que tenha grãos de diâmetro muito diferentes entre si. Se você utilizar substrato com granulometria diferente misturado pode acabar por isolar as camadas inferiores da superiores e isso pode causar uma zona anóxica que em algum momento pode ser extremamente prejudicial ao aquário. Use sempre substrato com grãos de tamanho próximos para aumentar a sua permeabilidade.


A imagem abaixo exemplifica o que dissemos sobre isolar as camadas inferiores do substrato.

Veja como os grãos menores vão se alojando nos espaços entre os grãos maiores. Um substrato misturado pode acabar virando local para o desenvolvimento de microrganismos causadores de doenças.


Profundidade


A profundidade adequada depende muito do tipo do aquário, mas não precisa passar de 5cm de altura. O substrato desempenha um papel insignificante na filtragem, tendo como principal função a estética, habitação de pequenos crustáceos e outros animais no caso de um marinho e tamponar a água.


Não se deve usar uma camada de areia muito profunda sob o risco de acumular muita sujeira ao longo do tempo e uma acidental remexida do substrato pode provocar um pico de amônia e outros contaminantes.


Essa imagem mostra a relação da altura do substrato com o surgimento de bactérias que produzem compostos nocivos na ausência de oxigênio.

Aragonita ou Dolomita, qual usar?


Aragonita, sem dúvida nenhuma aragonita.


Na prática a aragonita se mostra muito mais eficiente que a dolomita em vários aspectos em qualquer tipo de aquário adequado ao uso desse tipo de substrato.


A dolomita hidrata e vai “esfarelando” no aquário, enquanto a aragonita não tem esse problema. Quando ela esfarela vai bloqueando as camadas inferiores do substrato. A aragonita não possui esse problema.


A aragonita não causa problemas devido ao aumento da dureza e da reserva alcalina da água, enquanto a dolomita aumenta muito a dureza nos aquários de água doce.


Existe um mineral chamado calcita que foi muito usado no aquarismo marinho e no de ciclídeo africano, mas ela possui uma solubilidade bem menor que a aragonita e a dolomita (mesmo tendo a mesma composição química da aragonita) e por isso tem um efeito no aumento do pH menor que esses dois minerais.


Mesmo tendo uma solubilidade menor, a calcita não deve ser usada em aquários de água doce que não seja de ciclídeo africano ou de água salobra, mas pode ser usado em aquários marinhos, de água salobra e de ciclídeos africanos com sucesso,  mesmo tendo um efeito benéfico menor que a aragonita. 

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